MAMIHLAPINATAPAI

Pedro, um professor de filosofia preso entre a razão e o desejo, se vê forçado a fugir após ajudar uma antiga paixão envolvida em um crime. Em meio à estrada, a fuga se transforma em uma jornada existencial marcada por silêncio, amor e culpa. Enquanto o tempo se dissolve entre paisagens vastas e intocadas, os dois revivem feridas antigas e enfrentam a impossibilidade de voltar. Tudo pode ser real, ou apenas a ilusão final de uma mente à beira da morte.

Um romance melancólico sobre o que deixamos de viver por medo de escolher.

Motivação

Caro para seus criadores, é uma visão atual e existencialista sobre temas atemporais como o amor e o sentido da vida, mas através da ótica de sabedorias ancestrais tão necessárias de serem resgatadas para olhar o futuro. É a força do audiovisual latinoamericano evocando o realismo fantástico do futuro para olharmos para nosso próprio presente.

Sobre o tema

Resgatar a sabedoria ancestral do povo irmão Yagan, à luz de questões atuais da cultura brasileira, reforça o objetivo de valorizar essa herança e abrir novas perspectivas com os artistas envolvidos. Ao público, o filme entrega uma obra esteticamente rica e filosoficamente inquietante, levando ao mundo, neste momento forte do cinema nacional, o pensamento latino-americano.

Pedro, um professor de filosofia nos seus 40 anos, vive uma rotina estável ao lado de Samantha, sua companheira. Mas tudo muda quando, durante um jantar com antigos amigos, reencontra Mia, uma paixão mal resolvida, e se vê envolvido em uma noite caótica. Horas depois, Mia liga em desespero: seu companheiro, o médico responsável por um polêmico programa chamado “Experimento de Deus”, está morto. Pedro decide ajudá-la, abandonando tudo para fugir com ela.

O que começa como um gesto impulsivo logo se transforma em uma jornada intensa por paisagens silenciosas do litoral sul brasileiro, estradas infindas da Patagônia e vilarejos remotos no fim do continente. À medida que atravessam essa geografia marcada pelo isolamento e pela beleza selvagem, os dois revivem antigas feridas, reconstroem laços e confrontam o tempo, não o cronológico, mas o emocional, o não vivido.

A fuga torna-se um espelho da relação: ora libertadora, ora claustrofóbica. Eles conhecem comunidades alternativas, casais à margem do sistema e pessoas que os fazem refletir sobre a vida que deixaram para trás. Ao fundo, paira a dúvida sobre o que é real e o que é projeção. A ideia de que Pedro pode estar vivendo seus últimos dias sob os efeitos do “Experimento de Deus”, onde uma semana de sonhos pode conter uma vida inteira.

Mamihlapinatapai é um romance existencial sobre o amor que hesita, os caminhos não trilhados e a beleza trágica de tudo aquilo que quase aconteceu. Um filme entre o real e o imaginado, entre o desejo e a fuga, entre a vastidão do mundo e o silêncio de dois olhares que esperam um pelo outro.

SINOPSE

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